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A SÍNDROME DO SAPO FERVIDO
*Reinaldo Gonçalves
Vários estudos provaram que um sapo colocado num recipiente,
com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o
tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva. O sapo não
reage ao gradual aumento da temperatura (mudança do ambiente) e morre
quando a água ferve. Inchadinho e feliz. Por outro lado, outro sapo
que esteja jogado neste recipiente já com água fervendo salta
imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo.
Infelizmente, vejo com muita tristeza que alguns de nossos EMPRESÁRIOS
e EXECUTIVOS, têm um comportamento similar ao do SAPO FERVIDO. Não
percebem as mudanças que o Estado do Amapá vem experimentando
nestes últimos anos, acham que está tudo bem, que é só
dar um tempo! E QUEBRAM , ou fazem um grande estrago em suas empresas, morrendo
inchadinhos e felizes, sem ter percebido os atuais tempos modernos.
Outros, graças a Deus, ao serem confrontados com as transformações,
pulam, saltam, em ações que representam, na metáfora,
as mudanças necessárias.
Infelizmente, aqui no Amapá, temos vários SAPOS FERVIDOS. Prestes
a morrer, porém boiando estáveis e impávidos, na água
que se aquece a cada minuto. Sapos Fervidos que não perceberam que
o conceito de administrar mudou. O antigo administrar era tão somente
fazer às pessoas crescerem através do seu trabalho, atingindo
os objetivos da empresa e satisfazendo, apenas, suas próprias necessidades.
Os Sapos Fervidos não perceberam, também, que seus gerentes,
além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes
(fazer as coisas certas). E que, para isso, o clima interno tem que ser favorável
ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para
a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento
e para uma relação adulta. O desafio ainda maior está
na humildade de atuar de forma coletiva.
Fizemos durante muitos anos o culto ao individualismo e a TURBULÊNCIA
exige, hoje, o esforço coletivo, que é a essência da eficácia,
como resposta. E tomar as ações coletivas exige, fundamentalmente,
muita competência inter-pessoal para o desenvolvimento do espírito
de equipe; exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial
das pessoas e sobretudo saber ouvir.
Os Sapos Fervidos que acreditam que o fundamental é a obediência
e não a competência, que, manda quem pode e obedece quem tem
juízo, boiarão no mundo da improdutividade com a perspectiva
de um eminente desastre.
Acordem Sapos Fervidos, saiam dessa “casca” e não se escondam do cliente, porque sem dúvida ainda é ele que tem razão. O mundo mudou, aliás, tudo mudou em torno de vocês. Pulem fora antes que a água ferva. Somem esforços através de entidades como a Federação do Comércio, ACIA-Associação Comercial e Industrial do Amapá, Federação das Indústrias, o SEBRAE, a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas da qual faço parte e tantas outras instituições importantíssimas que temos em nosso Estado, inclusive os setores produtivos e educativos ligados aos Governos Estadual e Municipal que, no momento se esforçam para proporcionar o melhor em termos de progresso ao Amapá. Lembrem-se que o nosso Estado e a nova ordem econômica precisam de vocês VIVOS, meios chamuscado, mas vivos e prontos para agir em seus negócios. Aproveitem, peguem o trem que está passando, agora, bem pertinho de vocês.
*Consultoria para: Empresarial Consultores e Pizzaria Mano
Massa
Assessor da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas
Ex-Diretor do SEBRAE