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AS 10 SUGESTÔES PARA A PAZ NA FAMÍLIA

01. TENHA FÉ E VIVA A PALAVRA DE DEUS AMANDO O PRÓXIMO COMO A SI MESMO
a) O que significa ter fé?
Fé é um Dom gratuito de Deus. Ele nos deu a fé para que, por meio dela, possamos descobri-lo e vê-Lo em suas obras da criação e nas outras pessoas.
b) Viver a palavra de Deus pressupõe amar: em primeiro lugar a Deus e em seguida ao próximo. Será impossível conquistar a Eternidade se não amarmos a Deus e ao próximo. Isto é um ato de fé. Amamos aos irmãos a começar pela nossa família, impulsionados pela fé. A fé nos permite “ver” a Deus nas suas obras, nas criaturas e, principalmente nas outras pessoas.

02. AME-SE, CONFIE EM SI MESMO, EM SUA FAMÍLIA E AJUDE A CRIAR UM AMBIENTE DE AMOR E PAZ AO SEU REDOR.
a) Confiar em si mesmo só será possível se, no nosso íntimo, estiver presente o Espírito Santo de Deus. Podemos garantir que uma palavra ou um gesto nosso produzirá um fruto bom, se formos movidos pelo espírito da verdade e da justiça que são dons do Espírito Santo em nós.
b) Criar um ambiente de amor à nossa volta, portanto, somente será possível se, antes de tudo, estivermos dispostos a cumprir o maior dos mandamentos de Deus: amar. Mas cuidado: amar e amor devem ser verbo e substantivo cujos significados estejam de acordo com os Evangelhos e não como o mundo nos propõe que seja. Muitas vezes os significados são antagônicos e até mesmo opostos.

03. RESERVE MOMENTOS PARA BRINCAR E SE DIVERTIR COM SUA FAMÍLIA, POIS A CRIANÇA APRENDE BRINCANDO, E A DIVERSÃO APROXIMA AS PESSOAS.
a) Hoje em dia quando se fala em divertir muitas vezes não se trata de um acontecimento sadio, daqueles que a gente sempre se lembra com saudades e tem vontade de reviver, por mais distantes no tempo que eles estejam. A diversão sadia em família ou entre amigos, deve ser sempre uma manifestação de carinho, de respeito e de amor. Porque o amor verdadeiramente demonstrado pode até nos fazer chorar de alegria. O amor é sempre alegre porque nos aproxima de Deus.
b) Toda criança aprende com mais facilidade com a brincadeira, o lúdico, como dizem os psico-pedagogos. Na brincadeira ela aprende que há regras e normas que deve observar para que a liberdade de todos seja preservada. Quando a brincadeira se passa no seio da família ela aprende, além disso, a demonstrar e a viver o verdadeiro amor dos filhos de Deus. Todos aprendem e experienciam que o amor é o elo – o amálgama – indestrutível da própria família: mais perfeita imagem de Deus Trindade.

04. EDUQUE SEU FILHO POR MEIO DA CONVERSA, DO CARINHO, DO APOIO E TOME CUIDADO: QUEM BATE PARA ENSINAR ESTÁ ENSINANDO A BATER.
a) Todos nós já estamos cansados de ouvir aquele velho chavão: violência gera mais violência. Ninguém nasce violento e não existe uma pessoa que seja violenta por natureza. As pessoas se tornam violentas a partir da educação que recebem. Se, desde pequena, uma criança é educada com brutalidade e convive com a violência no próprio lar, ela incorporará esses valores e, muito provavelmente se tornará um adulto violento. E, o que é pior, não se dará conta disso. A sociedade sofrerá as conseqüências e essa pessoa também.
b) Quem educa seus filhos com conversa e com amor estará educando a criatura que Deus lhes confiou para que ela reconheça, desde cedo, quem é de fato seu verdadeiro pai e criador e, portanto, segura da herança a que tem direito. Com certeza essa criança se tornará um adulto pleno da paz de Deus, sereno, ciente da sua dignidade e, com certeza capaz de amar a si mesmo e ao seu próximo.

05 PARTICIPE COM SUA FAMÍLIA DA VIDA DA COMUNIDADE, EVITE AS MÁS COMPANHIAS E DIVERSÕES QUE INCENTIVAM A VIOLÊNCIA.
a) Toda família que procura participar efetivamente da vida da comunidade pode, talvez, reclamar da falta de tempo para lazer (pois o tempo – precioso como é – é gasto, muitas vezes, com reuniões e com o desenvolvimento das atividades de formação e de ação evangelizadora); pode reclamar da falta conforto material (pois muitas vezes a família partilha o seu minguado salário com aquela família ou irmão que passa necessidade); pode reclamar (com Deus – e isso também é oração) de muitas coisas mas, nada lhes tirará a PAZ.
b) Ao participar da vida da comunidade de fé, a família estará como que imunizada das más companhias, pois as outras pessoas com as quais estabelece convivência estarão, também elas, imbuídas da mesma missão. Com essas pessoas por companhia e buscando juntas o Reino, a vida familiar será produtiva e repleta da Graça de Deus. Mesmo com as rusgas de convivência que são inerentes aos diferentes (para elas existe o remédio do perdão) os frutos são colhidos ainda nesta vida e constituem uma segura experiência da esperada eternidade.

06. PROCURE RESOLVER OS PROBLEMAS COM CALMA E APRENDA COM AS SITUAÇÕES DIFÍCEIS; BUSQUE EM TUDO O LADO POSITIVO.
a) Todo mundo conhece aquele antigo dito popular que diz que “a pressa é inimiga da perfeição”. Mesmo assim, em muitas vezes na nossa vida, resolvemos um assunto muito grave, desses que mudam os nossos destinos, sem refletir o suficiente e sem pesar muito bem os prós e os contras. Simplesmente adiamos até ao último minuto para buscar as soluções, sem o mínimo de diálogo e intempestivamente. Nos momentos cruciais de nossas vidas, deveríamos agir sempre com serenidade, em paz, com Deus no coração e sob a inspiração do Espírito Santo. Teríamos, com certeza, muito mais acertos do erros e, com o passar do tempo, a sabedoria acumulada nunca mais no permitiria agir sob o impulso da raiva ou do ódio, de maneira violenta, agredindo a todos à nossa volta. É isso o que Jesus veio nos ensinar: “a boca fala daquilo que o coração está cheio”.
b) Um excelente método na busca da sabedoria consiste no seguinte exercício: procurar enxergar nas pessoas e nas situações da vida, sempre o que de melhor elas tiverem ou apresentarem. Nós todos sabemos que as pessoas e a vida têm muitas boas e muitas outras ruins, mas o coração do verdadeiro cristão deve ser treinado a colocar em primeiro plano somente as boas. Isto valoriza as pessoas e nos valoriza. Isto nos predispõe a amar as pessoas, a nos aproximar delas e criar laços de amizade mais profundos. Com relação ao lado ruim das pessoas e da vida, quem disse que não podemos influir para que sejam mudadas? Este é o caminho para a Santidade: a mansidão e a humildade.

07. PARTILHE SEUS SENTIMENTOS COM SINCERIDADE, DIZENDO O QUE VOCÊ PENSA E OUVINDO O QUE OS OUTROS TÊM A DIZER.
a) Toda pessoa, desde que nasce, possui sua própria personalidade. É sua marca registrada e deve aprender a conviver com ela. Há certos traços de personalidade, porém, que podem ser trabalhadas para tornar a vida da gente melhor e melhorar sempre mais o novo relacionamento com os outros. Um deles é, com certeza, permitir que os outros saibam o que pensamos o que sentimos e como manifestamos esses sentimentos. Assim, as pessoas com as quais convivemos terão sempre a oportunidade de nos conhecer melhor, prever nossas reações e, muitas vezes, colaborar para que sejamos melhores, mais cristãos, mais santos. Partilhar nossos sentimentos com sinceridade, antes de mais nada, é um benefício para nós mesmos, pois teremos muito poucas chances de pecar pela mentira. As pessoas nos conhecerão melhor que nós mesmos pensamos nos conhecer.
b) A recíproca é verdadeira. Na medida em que ouvimos as outras pessoas aprendemos como elas realmente são e, por isso, poderemos ter muito mais oportunidades de ajudá-las e amá-las. Ninguém pode amar aquilo que não conhece. É pela mesma razão que amamos cada vez mais a Deus, na medida em que O conhecemos mais e melhor. E a fé, em Deus e nas pessoas, cresce junto com esse conhecimento. Se é bom praticar esse mandamento com as pessoas conhecidas, imagine como é útil e benéfico praticá-lo com as pessoas de nossas famílias!

08. RESPEITE AS PESSOAS QUE PENSAM DIFERENTE DE VOCÊ, POIS AS DIFERENÇAS SÃO UMA VERDADEIRA RIQUEZA PARA CADA UM E PARA O GRUPO.
a) Um grande filósofo disse uma vez que, “a unanimidade é burra”. À primeira vista pode parecer que este seja um pensamento radical demais. Entretanto, a diversidade de pensamento e as maneiras diferentes de enxergar a mesma coisa ou fato é uma prova inequívoca que Deus fez intencionalmente cada uma de suas criaturas diferentes e, por isso mesmo, insubstituíveis. Numa família, embora quase sempre exista a consangüinidade, cada membro é diferente dos demais. O melhor da educação familiar é, justamente, o respeito mútuo que cada um pratica em relação aos outros. Respeito, principalmente à sua individualidade e, aí inclui-se a maneira de pensar.
b) Quando, no seio da família, esse respeito ao pensar diferente é praticado e valorizado, a educação da criança, desde mais tenra idade até a sua maturidade, a transformará em uma pessoa plena, ciente de sua capacidade e que valoriza a si mesma e aos outros. Estaremos diante de um verdadeiro cidadão e um autêntico cristão.

09. DÊ BONS EXEMPLOS, POIS A MELHOR PALAVRA É O NOSSO JEITO DE SER.
a) Dar bons exemplos! Eis aqui a maior dificuldade que encontram os pais de hoje. Dar bons exemplos aos filhos exige dos pais, antes de tudo, que eles se amem. É a primeira coisa que as crianças percebem nos seus pais e que as torna seguras, calmas, alegres, amorosas. Quando o clima lá de casa se encontra em constante turbulência, as crianças não sabem disfarçar e são as primeiras a demonstrar. Dar bons exemplos requer, também, que os pais respeitem seus filhos como pessoas mas, principalmente, como filhos de Deus. Por isso, para dar bons exemplos, os pais devem ensinar seus filhos a rezar, rezando com eles; devem ensinar seus filhos a serem bons cidadãos e bons filhos de Deus, sendo, eles próprios, bons cidadãos e bons cristãos. O ensinar, aqui, significa tomar a iniciativa de viver assim.
b) Os profissionais da comunicação não se cansam de dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras. É assim que eles “vendem” suas idéias, que vão agregadas a um produto ou uma marca. As crianças se apropriam do saber por associação de imagens com idéias. E todos nós somos aquilo que aprendemos; somos marcados para sempre pela educação que recebemos de nossos pais. Todo diálogo que os pais travam os seus filhos será desprovido de conteúdo e não terá efeito se eles não nos colocarem nas palavras e se as suas palavras não representarem suas vidas. Os filhos sabem o quanto é falso aquele “sermão” que seus pais lhes passam, quando estão carregados do “façam o que lhes falo, mas não o que eu faço”. Que exemplo maravilhoso nos deu Jesus! E justamente porque deu exemplo, é que tinha autoridade ao falar. Oxalá os pais pudessem, sempre, imitá-Lo.

10. PEÇA DESCULPAS QUANDO OFENDER ALGUÉM E PERDOE DE CORAÇÃO QUANDO SE SENTIR OFENDIDO, POIS O PERDÃO É O MAIOR GESTO DE AMOR QUE PODEMOS DEMONSTRAR.
a) Pedir desculpas com sinceridade, quando sentimos que a outra pessoa se ofendeu com o nosso gesto ou com as nossas palavras, muito mais que uma demonstração de cortesia e de “boa educação”, constitui uma maneira simples, mas eloqüente, de arrependimento. Colocamo-nos em condições de receber o perdão porque reconhecemos o nosso erro. É, portanto, uma forma de mostrar que amamos essa pessoa. Nem sempre, porém, é um gesto fácil de ser tomado, especialmente por aquelas pessoas que não foram educadas para isso. Essa educação não se aprende na rua, mas no seio de uma família. Num lar onde se respira o amor, esses pequenos, mas imprescindíveis gestos, tornam-se hábitos e são incorporados ao viver de todos e à sua escala de valores; são gestos que permitem uma convivência harmoniosa no lar e a existência da paz.
b) Quando nos julgamos ofendidos por alguém, via de regra, a nossa primeira reação é de revolta (às vezes até de forma violenta) e de mágoa para quem praticou a ofensa. “O sangue sobe à cabeça” e nos turva os olhos da mente e nos embaça o raciocínio. O auto domínio, nestas situações, é muito difícil de se conseguir, mas é absolutamente necessário. Só às custas de muito “treino” (e muita oração) - que tem como ponto de partida a existência da paz - é possível conseguí-lo. Somente uma pessoa que vive na paz de Deus possui a serenidade necessária para dominar-se ante uma perturbadora ofensa. De qualquer forma, porém, a ferida aberta pela ofensa pode ser curada, e definitivamente cicatrizada, por um ato de amor sublime chamado perdão. Conhecemos, de cor, muitas passagens do Evangelho que fazem referência ao perdão fraterno que às vezes nos esquecemos que Jesus fez uso do perdão como o único remédio para o mal maior que é o pecado. Nas diversas vezes que Jesus praticou a cura de algum enfermo Ele sempre arrematava dizendo “teus pecados te são perdoados”. Perdoar é, assim, uma forma de demostrar amor, apagando de uma vez por todas os sinais da ofensa que nos foi cometida. Se não formos capazes de perdoar (amar) a nossa família, teremos capacidade de perdoar (amar) as outras pessoas?


Ferrari & Palmira
SENFOR//05