INFA - INSTITUTO DA FAMÍLIA – Correio infa # 38– O enfraquecimento da autoridade dos pais

 

 

 
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Nem eu, nem você, podemos negar as vertiginosas transformações do meio sociocultural e da estrutura familiar. Dia a dia constatamos mudanças nas formas de relacionamento humano. Enxergamos, a olho nu, a crise de autoridade que assola o mundo e se estende para dentro da família. Ficamos perplexos, pois estamos cientes de que a autoridade é imprescindível a todo sistema bem constituído. Até mesmo Freud afirmava que os humanos necessitam imperiosamente de uma autoridade na qual possam apoiar-se.

O enfraquecimento da autoridade dos pais

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia Social

Como explicar a dessacralização da autoridade?

É muito interessante revisarmos juntos um pouco da história dos últimos séculos, e assim entendermos melhor como foi que a autoridade foi perdendo terreno na sociedade e na família. Percebendo o que aconteceu, talvez possamos compreender que muito do que havia na família do passado era autoritarismo, e que a luta contra ele em nada justifica a ausência de autoridade nos dias de hoje.
Na cultura tradicional vigorava a autoridade forte na relação do Estado com os súditos e no ambiente da família. Esta autoridade provinha de valores, costumes, normas. A perda de autoridade dos governantes, incapazes de proteção e da manutenção da paz, modificou esta situação, que sofreu um colapso. Diante da dessacralização da autoridade política, a família entrou em crise...
Roudinesco, em a “A família em desordem”(2003), analisa a família em três fases evolutivas: a primeira, dita “tradicional", era regida pelo poder do pai. O pai recebia o poder do rei, que, por sua vez, o recebia diretamente de Deus, conforme acreditavam; a segunda, fase “moderna", é regida por uma lógica romântica, onde o casal se escolhe sem a interferência de seus pais, procurando uma satisfação amorosa, dividindo o poder e o direito sobre os filhos entre os pais e o Estado e/ou entre pais e mães. Finalmente, a terceira fase, "família contemporânea ou pósmoderna", onde a transmissão da autoridade vai ficando cada vez mais complexa em função das rupturas e recomposições que a família vai sofrendo.
A família “tradicional", submetida ao poder paterno, manteve-se por séculos e veio a abalar-se com a Revolução Francesa, que, ao propor um mundo laico, atingiu a até então inatacável figura de Deus Pai e seus sucedâneos, os reis. Estes são dessacralizados e destituídos, enfraquecendo conseqüentemente os pais, que eram seu equivalente no seio dos lares. Esse modelo familiar desmoronou definitivamente no final do Século XIX.

Resgatando a autoridade na família

A autoridade de um pai, ou de uma mãe, se fundamenta num conjunto de valores por eles vividos, como por exemplo, falar a verdade, tratar o próximo com justiça, evitar excesso de bebidas, controlar a agressividade, dialogar, respeitar os direitos dos outros, não roubar, viver em paz com todos, etc. São esses valores e princípios que dão legitimidade às relações de mando e obediência. Sem eles os pais não têm “autoridade” para pedir a um filho que cumpra suas ordens.
A autoridade pertence ao reino da qualidade: mantém-se, perde-se e recupera-se pelo modo de comportar-se. Para recuperar a autoridade, comece-se por melhorar, e muito, o comportamento e as relações dos próprios pais.
A autoridade, que em nada se parece com autoritarismo, é uma arma nas mãos de pais e educadores. Tanto a sobredose como sua insuficiência constituem traumatismos afetivos cujos efeitos recaem sobre a personalidade da criança. Se somos totalmente contrários ao excesso de rigor, à disciplina pétrea, às regras descabidas, também recriminamos a frouxidão, a folga, a ausência de limites e a firmeza em exigir seu cumprimento. Na verdade, a demissão do exercício da paternidade está na raiz do problema. É preciso por o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os efeitos anti-sociais.
O que os pais jamais poderão esquecer é que o afeto e a autoridade não são antagônicos, pelo contrário, são as muletas sobre as quais se apóia a personalidade vacilante do filho, da filha.
Já mencionamos que os valores humanos aparecem como critérios definitivos do sistema de ordem que deve corresponder à disciplina educativa. A restrição e a limitação são necessárias para a consecução da ordem e a direção na vida. Uma das primeiras coisas que o ser humano aprende é que não pode tudo: muitas vezes na vida ficará frustrado e deprimido.


Frases

"Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria"
.....................................................................................................(Santo Agostinho)

"Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida o mais agradável e feliz possível"
.....................................................................................................(Arthur Schopenhauer)

"Para alcançar conhecimento, adicione coisas todo dia. Para alcançar sabedoria, elimine coisas todo dia"
.....................................................................................................................................(Lao-Tsé)


Utilidade Pública

Bingos e caça-níqueis: Parlamentares estão calados, esperando o esquecimento do povo, para aprovar de surpresa esse projeto. A mídia não trata mais desse assunto enquanto a cobra arma o golpe.

É preciso derrubar essa iniciativa infeliz

Lobbies poderosos invadiram a Câmara para pressionar

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou por 40 votos a 7 a legalização de casas de bingo e vídeo jogo (máquinas caça-níqueis). O projeto será votado pelo plenário da Câmara antes de ir para o Senado. Em uma votação acalorada, deputados favoráveis ao projeto de lei alegaram que a atividade já existe e que é preciso legalizá-la, o que vai gerar empregos e mais recursos para o governo. Já os contrários argumentaram, principalmente, que o jogo de azar está frequentemente ligado ao crime e a lavagem de dinheiro.

Nossa posição: A jogatina desgraça a família do viciado e está sempre associada ao crime e à corrupção: lavagem de dinheiro, prostituição, disputas violentas de territórios, enriquecimento ilícito pela impossibilidade de controlar a manipulação das máquinas eletrônicas. Também indutora de alcoolismo e suicídio para os perdedores desesperados. Os grupos que assumem essa atividade são quase sempre máfias internacionais especializadas, com participação nem sempre ostensiva, trazendo know-how para garantir o máximo lucro - que naturalmente corresponde ao maior prejuízo do usuário, nem sempre rico para perder sem sofrer.


Com a autorização de casa de espetáculos incorporada aos espaços de jogo, logo surgirão verdadeiros cassinos como os dos violentos filmes de gangsters e mafiosos. É o que querem os parlamentares justamente na fase mais eticamente degradada do nosso Congresso. Não queremos.

MFC Movimento Familiar Cristão – Brasil

INFA Instituto da Família

REDE de Cristãos

CAALL Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade


O INFA, nos seus 3 Centros de Atendimento no Rio de Janeiro, tem atualmente 900 pacientes de baixa renda em diversas terapias: psicológica, fonoaudiológica, psicopedagógica e outras afins, a cargo de 70 profissionais dessas especialidades, com apoio de assistentes sociais. Cerca de 1800 pacientes passam por essas terapias anualmente.

INFA – ENTIDADE FILANTRÓPICA, SEM FINS LUCRATIVOS, UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL, ESTADUAL, MUNICIPAL, REGISTRADA NOS CONSELHOS NACIONAL (CNAS) E MUNICIPAL RIO DE JANEIRO (CMAS), E CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CMDCA).

 
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