INFA - INSTITUTO DA FAMÍLIA
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FUNDADO PELO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO-MFC
RIO DE JANEIRO
ESTE É UM PROGRAMA DE FORMAÇÃO FAMILIAR E SOCIAL DO INFA
APRECIAREMOS COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES.
SE DESEJAR, RETRANSMITA PARA SUA LISTA DE CORRESPONDENTES
Nem eu, nem você, podemos negar as vertiginosas
transformações do meio sociocultural e da estrutura familiar.
Dia a dia constatamos mudanças nas formas de relacionamento humano.
Enxergamos, a olho nu, a crise de autoridade que assola o mundo e se estende
para dentro da família. Ficamos perplexos, pois estamos cientes de
que a autoridade é imprescindível a todo sistema bem constituído.
Até mesmo Freud afirmava que os humanos necessitam imperiosamente de
uma autoridade na qual possam apoiar-se.
O enfraquecimento
da autoridade dos pais
Deonira L. Viganó La
Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia Social
Como explicar a dessacralização da autoridade?
É muito interessante
revisarmos juntos um pouco da história dos últimos séculos,
e assim entendermos melhor como foi que a autoridade foi perdendo terreno
na sociedade e na família. Percebendo o que aconteceu, talvez possamos
compreender que muito do que havia na família do passado era autoritarismo,
e que a luta contra ele em nada justifica a ausência de autoridade nos
dias de hoje.
Na cultura tradicional vigorava a autoridade forte na relação
do Estado com os súditos e no ambiente da família. Esta autoridade
provinha de valores, costumes, normas. A perda de autoridade dos governantes,
incapazes de proteção e da manutenção da paz,
modificou esta situação, que sofreu um colapso. Diante da dessacralização
da autoridade política, a família entrou em crise...
Roudinesco, em a “A família em desordem”(2003), analisa
a família em três fases evolutivas: a primeira, dita “tradicional",
era regida pelo poder do pai. O pai recebia o poder do rei, que, por sua vez,
o recebia diretamente de Deus, conforme acreditavam; a segunda, fase “moderna",
é regida por uma lógica romântica, onde o casal se escolhe
sem a interferência de seus pais, procurando uma satisfação
amorosa, dividindo o poder e o direito sobre os filhos entre os pais e o Estado
e/ou entre pais e mães. Finalmente, a terceira fase, "família
contemporânea ou pósmoderna", onde a transmissão
da autoridade vai ficando cada vez mais complexa em função das
rupturas e recomposições que a família vai sofrendo.
A família “tradicional", submetida ao poder paterno, manteve-se
por séculos e veio a abalar-se com a Revolução Francesa,
que, ao propor um mundo laico, atingiu a até então inatacável
figura de Deus Pai e seus sucedâneos, os reis. Estes são dessacralizados
e destituídos, enfraquecendo conseqüentemente os pais, que eram
seu equivalente no seio dos lares. Esse modelo familiar desmoronou definitivamente
no final do Século XIX.
Resgatando a autoridade na família
A autoridade de um pai, ou
de uma mãe, se fundamenta num conjunto de valores por eles vividos,
como por exemplo, falar a verdade, tratar o próximo com justiça,
evitar excesso de bebidas, controlar a agressividade, dialogar, respeitar
os direitos dos outros, não roubar, viver em paz com todos, etc. São
esses valores e princípios que dão legitimidade às relações
de mando e obediência. Sem eles os pais não têm “autoridade”
para pedir a um filho que cumpra suas ordens.
A autoridade pertence ao reino da qualidade: mantém-se, perde-se e
recupera-se pelo modo de comportar-se. Para recuperar a autoridade, comece-se
por melhorar, e muito, o comportamento e as relações dos próprios
pais.
A autoridade, que em nada se parece com autoritarismo, é uma arma nas
mãos de pais e educadores. Tanto a sobredose como sua insuficiência
constituem traumatismos afetivos cujos efeitos recaem sobre a personalidade
da criança. Se somos totalmente contrários ao excesso de rigor,
à disciplina pétrea, às regras descabidas, também
recriminamos a frouxidão, a folga, a ausência de limites e a
firmeza em exigir seu cumprimento. Na verdade, a demissão do exercício
da paternidade está na raiz do problema. É preciso por o dedo
na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de
punir e os efeitos anti-sociais.
O que os pais jamais poderão esquecer é que o afeto e a autoridade
não são antagônicos, pelo contrário, são
as muletas sobre as quais se apóia a personalidade vacilante do filho,
da filha.
Já mencionamos que os valores humanos aparecem como critérios
definitivos do sistema de ordem que deve corresponder à disciplina
educativa. A restrição e a limitação são
necessárias para a consecução da ordem e a direção
na vida. Uma das primeiras coisas que o ser humano aprende é que não
pode tudo: muitas vezes na vida ficará frustrado e deprimido.
Frases
"Sê humilde para
evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria"
.....................................................................................................(Santo
Agostinho)
"Por sabedoria entendo
a arte de tornar a vida o mais agradável e feliz possível"
.....................................................................................................(Arthur
Schopenhauer)
"Para alcançar
conhecimento, adicione coisas todo dia. Para alcançar sabedoria, elimine
coisas todo dia"
.....................................................................................................................................(Lao-Tsé)
Utilidade Pública
Bingos e caça-níqueis: Parlamentares estão calados, esperando o esquecimento do povo, para aprovar de surpresa esse projeto. A mídia não trata mais desse assunto enquanto a cobra arma o golpe.
É preciso derrubar essa iniciativa infeliz
Lobbies poderosos invadiram a Câmara para pressionar
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou por 40 votos a 7 a legalização de casas de bingo e vídeo jogo (máquinas caça-níqueis). O projeto será votado pelo plenário da Câmara antes de ir para o Senado. Em uma votação acalorada, deputados favoráveis ao projeto de lei alegaram que a atividade já existe e que é preciso legalizá-la, o que vai gerar empregos e mais recursos para o governo. Já os contrários argumentaram, principalmente, que o jogo de azar está frequentemente ligado ao crime e a lavagem de dinheiro.
Nossa posição: A jogatina desgraça a família do viciado e está sempre associada ao crime e à corrupção: lavagem de dinheiro, prostituição, disputas violentas de territórios, enriquecimento ilícito pela impossibilidade de controlar a manipulação das máquinas eletrônicas. Também indutora de alcoolismo e suicídio para os perdedores desesperados. Os grupos que assumem essa atividade são quase sempre máfias internacionais especializadas, com participação nem sempre ostensiva, trazendo know-how para garantir o máximo lucro - que naturalmente corresponde ao maior prejuízo do usuário, nem sempre rico para perder sem sofrer.
Com a autorização de casa de espetáculos incorporada
aos espaços de jogo, logo surgirão verdadeiros cassinos como
os dos violentos filmes de gangsters e mafiosos. É o que querem os
parlamentares justamente na fase mais eticamente degradada do nosso Congresso.
Não queremos.
MFC Movimento Familiar Cristão – Brasil
INFA Instituto da Família
REDE de Cristãos
CAALL Centro
Alceu Amoroso Lima para a Liberdade
O INFA, nos seus 3 Centros de Atendimento no Rio de Janeiro,
tem atualmente 900 pacientes de baixa renda em diversas terapias: psicológica,
fonoaudiológica, psicopedagógica e outras afins, a cargo de
70 profissionais dessas especialidades, com apoio de assistentes sociais.
Cerca de 1800 pacientes passam por essas terapias anualmente.
INFA – ENTIDADE FILANTRÓPICA, SEM FINS LUCRATIVOS,
UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL, ESTADUAL, MUNICIPAL, REGISTRADA NOS CONSELHOS
NACIONAL (CNAS) E MUNICIPAL RIO DE JANEIRO (CMAS), E CONSELHO MUNICIPAL DOS
DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CMDCA).
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