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Jesus, o pão da vida: Por meio de milagres, Jesus quis nos fazer perceber que tudo é possível para Deus...

 

 

 

PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS: Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.
"O texto para esta mensagem encontra-se no evangelho segundo São Lucas 23:33 e 34: "Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes".
Esta é a primeira das sete últimas palavras que Jesus proferiu na cruz do Calvário. Imaginem comigo a cena: Três cruzes se projetam no horizonte. No meio está o Senhor Jesus; do lado direito uma ladrão e do lado esquerdo outro ladrão. Jesus morreu do jeito que sempre viveu. Veio a este mundo para buscar os pecadores. Viveu entre eles para poder alcançá-los, perdoá-los e transformá-los. E quando chegou a hora de morrer, morreu crucificado entre eles. E você pode vê-Lo aí, na hora da agonia.
Quando uma pessoa está para morrer, todos querem ouvir o que ele tem a falar. Jesus pronunciou sete palavras. A primeira, a quarta e a última palavras são orações que Ele dirige a Seu Pai. Ele ora, mantendo comunhão com Aquele de quem veio toda a Sua força para poder viver uma vida vitoriosa nesta terra. Ele começou Seu ministério em oração. E termina Seu ministério também em oração.

SEGUNDA PALAVRA DE JESUS: Em verdade eu te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
"O texto bíblico para a mensagem de hoje. está em São Lucas 23:39-43: "E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje que estarás comigo no Paraíso."
Olhemos neste momento para a montanha solitária onde estão cravadas três cruzes. Jesus está no meio. Ao Seu lado, dois ladrões. O Mestre está pregando seu último sermão. Seu púlpito é uma cruz. Seu auditório, apenas duas pessoas: dois homens que nunca quiseram saber nada de Jesus, dois ladrões que rejeitaram muitas vezes o apelo divino e como conseqüência de seus erros, estão aí, pendurados na cruz, esperando a morte.
O primeiro ladrão olha para Jesus e diz: "Se tu és o filho de Deus salva-te e salva-nos." Ele sente que precisa de Jesus. Suspeita que Jesus pode fazer alguma coisa por ele. O problema deste homem é que não sente necessidade espiritual; ele é consciente apenas de sua necessidade física. "Estar pendurado aqui é horrível" - pensa. E logo suplica a Jesus: "Tu tens poder, tira-me daqui, livra-me." Ele não está preocupado em salvação. Ele não quer saber nada de vida eterna. Não está consciente de seu pecado, não está arrependido, não confessa. Ele somente quer alívio da difícil situação em que se encontra.
Este primeiro ladrão nos mostra a realidade de todos os tempos. Milhões e milhões de pessoas seguem a Jesus simplesmente por interesses terrenos. Porque Jesus pode curar ou arrumar um bom emprego, ou porque Ele pode tirar o filho da miséria em que está vivendo ou porque pode trazer o marido ou a mulher de volta. Muita gente não percebe as verdadeiras motivações que tem para seguir a Jesus.
Por que você acha que os movimentos religiosos que mais crescem neste mundo são os que prometem a cura imediata das enfermidades ou um emprego imediato, ou um aumento de salário imediato, ou qualquer outro tipo de solução imediata? Por quê? Este homem do relato bíblico nos apresenta as motivações ocultas que muitas vezes trazemos no coração.

TERCEIRA PALAVRA DE JESUS: Mulher, eis aí teu filho; eis aí a tua mãe.
"O texto para a mensagem de hoje encontra-se em João 19:26 e 27: "Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo recebeu Maria em sua casa."
A terceira palavra de Jesus na cruz revela que vida cristã não é somente ir à igreja, ler a Bíblia, fazer oração, e fazer trabalho missionário. Vida cristã é também o cumprimento fiel dos deveres desta vida com a nossa família e com a sociedade.
Cristo cumpriu Seu papel de Filho neste mundo. Ele não foi embora sem assegurar o futuro de Sua mãe. Ele não morreu sem antes ter a certeza de que alguém iria substituí-Lo nas Suas responsabilidades de filho.
O texto bíblico diz que perto da cruz estavam Sua mãe Maria e João, o discípulo que Ele amava. É interessante notar que as duas únicas pessoas, mencionadas por nome na Bíblia, que acompanharam Jesus até o fim, foram a Sua mãe, uma mulher que viveu uma vida de comunhão extraordinária e maravilhosa com o Filho, e João, alguém que sem ter um vínculo familiar, desenvolveu também um companheirismo muito especial com Jesus.
Vamos imaginar um pouco a situação de Maria. Imaginem essa jovenzinha recebendo a visita do anjo anunciando-lhe que ficaria grávida, e que abrigaria em seu ventre o fruto do Espírito Santo. Imaginem seu desespero ao querer que o anjo entendesse que ela não teria como explicar ao mundo essa gravidez estranha. As coisas naquele tempo eram como hoje. Imaginem se hoje alguém aparecesse dizendo que está grávida do Espírito Santo!
Mas Deus tem Seus planos maravilhosos e eles, quase sempre, vão contra tudo aquilo que o homem pensa. Ninguém é capaz de deter as grandes obras de Deus. Você pode até tentar driblar os planos divinos ou caçoar deles, mas Deus os realizará mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, com os homens ou sem eles. No caso de Maria, Deus cumpriu Seu plano.
Jesus cresceu sob o cuidado protetor de Sua mãe. Essa mãe cuidou muito bem de seu Filho e deu o melhor que pôde para ele. Ela sabia que esse Filho teria um fim triste, pois quando ela o levou para o templo pela primeira vez, Simão profetizou Seu fim.
Imagine agora, amigo, Maria olhando para Jesus que estava pendurado numa cruz junto com dois ladrões. Aquelas mãozinhas que a virgem Maria segurou, agora estão pregadas na cruz do Calvário e o sangue pinga lentamente dos furos que os pregos fizeram. Aqueles pezinhos que ela tantas vezes ensinou a andar nos caminhos de Deus, agora estão pregados lá na cruz do Calvário. Aquela fronte que ela beijou carinhosamente tantas vezes, agora estava alí, furada por uma coroa de espinhos. Ali estava a mãe acompanhando seu filho até o fim.
Todos tinham abandonado o Senhor. Seus discípulos tinham ido embora; a multidão caçoava dEle, os soldados riam de sua situação, mas a mãe permanecia perto da cruz.

Queridos, o amor dos pais é um amor mal-compreendido. Esse amor nada espera. E porque talvez nada espera, nada cobra. É porém, geralmente, mal-compreendido.


QUARTA PALAVRA DE JESUS: Eli, Eli, lama sabachthani? (Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
"O texto para a mensagem de hoje está no evangelho segundo São Mateus capítulo 27,versículo 46.
Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus, por que me abandonaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. E logo um deles correu a buscar uma esponja, e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo." (Mateus 27:46 a 49).
O texto que acabo de ler, relata o momento mais doloroso na vida de Cristo. Pregado na cruz e impossibilitado de se mexer, estava aí pagando o preço de nossa culpa.
"Deus meu, Deus, por que meabandonaste?" Alguns comentadores bíblicos dizem que na agonia, Jesus começou a delirar e não sabia o que estava falando. Outros argumentam que o sofrimento físico era tão grande que aquela exclamação de abandono foi, praticamente, arrancada de seus lábios por causa da dor.
Pessoalmente não concordo com essas duas maneiras de interpretar o clamor de Jesus. Primeiro porque Jesus esteve consciente até o último minuto de sua vida. Tanto assim que depois, Ele disse, "Está completo o trabalho da salvação", "está consumado". Ele estava plenamente consciente, não delirava.
Em segundo lugar: é verdade que o sofrimento físico era terrível, mas mesmo assim em sua mente não existia a menor dúvida de que estava chegando ao sacrifício para salvar aquilo que Ele mais amava neste mundo: o ser humano. Sendo assim, a idéia de salvar o homem sublimava o sofrimento. A expressão de abandono não foi arrancada de seus lábios pela dor, embora a dor física estivesse bem presente na cruz.
Mas então, o que significa aquele clamor de abandono? Pergunto de outra maneira. Pode Deus abandonar seus filhos no momento em que eles mais precisam dEle? E se a vida de Jesus foi uma vida de permanente comunhão com seu Pai, por que Deus O abandonaria na hora mais difícil? Ele não abandonou o povo de Israel quando estava diante do mar vermelho. Não abandonou os três jovens hebreus na fornalha ardente. Não abandonou a Daniel na cova dos leões. Ele promete que nunca nos abandonará, que nunca nos deixará. Ele diz até que uma mãe pode se esquecer do filho que deu à luz, mas Deus nunca se esquecerá de nós. Como é então que, no momento mais crítico, o Pai se esquece de Jesus? Em que sentido Deus se afastou do Filho? Vamos tentar explicar este assunto.
Primeiro: essa expressão "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" é uma expressão que está registrada no Salmo 22, versículo 1. Jesus deve ter aprendido o Salmo 22 quando era criança. De certa maneira, o Salmo 22 era uma profecia do que aconteceria na cruz do calvário. Este Salmo começa assim: "Deus meu, Deus, por que me abandonaste?" (Salmo 22:1)
O versículo 2 apresenta outro clamor de tristeza e solidão do salmista; e o versículo 3 explica:"Contudo tu és santo..."(Salmo 22:3)
Quer dizer que Deus abandonou seu Filho porque Deus é santo? Se você ler Habacuque capítulo 1, versículo 13 talvez entenda melhor o que estou dizendo. Esse verso diz assim: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar..." (Habacuque 1:13)

QUINTA PALAVRA DE JESUS: Tenho sede!
"O texto para a mensagem de hoje está no Evangelho segundo São João 19:28 e 29: "Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissope, lhe chegaram à boca."
Esta palestra faz parte de uma série sobre os momentos finais da vida Jesus antes de entregar Sua vida no Calvário. Lá podemos vê-Lo orando pelos Seus inimigos, prometendo vida ao pecador penitente, fazendo provisão para o futuro de Sua mãe e clamando ao Pai em meio às sombras do abandono.
No texto bíblico acima, percebemos que Ele não tem muito tempo mais de vida. As sombras que envolviam o Calvário desapareceram e a luz do sol começa a brilhar novamente. De repente ouvimos Seu lamento: "Tenho sede" e os soldados colocam um pouco de vinagre em Seus lábios.
Por que você acha que o Deus Todo-Poderoso, Criador dos Céus e da Terra e de todas as fontes das águas, pede de beber à pobre criatura humana? O que há por trás desse clamor?
É preciso entender primeiro que a morte de cruz era uma morte maldosa, cruel e sanguinária, preparada para os piores marginais. E quando falo de marginais, por favor, não pensem nos outros. Hoje eu peço que Deus me ajude a enxergar-me a mim mesmo, porque quem merecia morrer naquela cruz era eu. A Bíblia é bem clara em dizer que "o salário do pecado é a morte". Quem peca merece morrer. E quando volto os meus olhos para a história de minha vida, não tenho muita coisa boa para apresentar a Deus. Não se trata somente do que fiz, mas também do que não fiz. Por tudo isso, quem merecia morrer na cruz do Calvário, era eu, não Jesus. Mas Ele me amou tanto que deixou Sua glória celeste e veio a este mundo ocupar meu lugar e morrer por mim.

A SEXTA PALAVRA DE JESUS: Tudo está consumado.
"O texto para a mensagem de hoje está no evangelho segundo São João 19:28 a 30: "Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissope, lhe chegaram à boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito."
Vamos analisar hoje a expressão: "Está consumado". Ela quer dizer: está acabado, está completado. Jesus veio a esta terra com um propósito. Qual foi o propósito de Jesus ao deixar a glória celeste, tomar a forma humana, nascer como uma criança e viver, sendo tentado em tudo para finalmente morrer na cruz?
Para entender isto temos que ir primeiro ao Jardim do Éden. Deus, o Pai, criou o mundo em seis dias. Criou o sol, as estrelas, a lua, o mar, o firmamento, as árvores, os animais e finalmente, na sexta-feira, Ele criou o ser humano. E aquele dia, ao pôr-do-sol, diz a Bíblia: Deus o Pai, contemplou a obra da criação e exclamou: Está tudo muito bom. Está completado, consumado. Está realizado o trabalho da criação e tudo é perfeito. Tudo está em seu lugar; tudo como deveria ser; um mundo perfeito e harmonioso, e o ser humano para desfrutar de felicidade em meio a essa criação sem defeito. Depois de contemplar a maravilhosa criação, Deus descansou no sábado, deixando assim para o homem, um dia especial de comunhão entre a criatura e o Criador.
Mas então, o inimigo de Deus, como se fosse uma criança mal-criada diante de um quadro recém-acabado e com a tinta fresca, vem e coloca a mão, e bagunça todo o quadro da criação. Num mundo onde não havia dor, ele coloca dor; onde não existia morte, ele coloca morte; onde não existia traição, coloca a traição.
O quadro maravilhoso da criação ficou todo arruinado. Agora há lágrimas, solidão, tristeza, morte, traição e desconfiança. O mundo está arruinado. Mas Deus não pode aceitar que as coisas fiquem pra sempre desse jeito. Ele não pode permitir que o ser humano que Ele criou com amor para ser feliz, viva num mundo de infelicidade, padecendo fome, sede, injustiça social, pobreza. Não, Deus não podia permitir isso e em Seus planos eternos já estava providenciada a obra maravilhosa da redenção.
Desta vez é Deus, o Filho, que se torna homem e vem a esta Terra para realizar o trabalho de restauração. O Filho tem que recriar, restaurar, redimir e salvar o que estava arruinado. E o Senhor Jesus inicia o Seu trabalho de restauração.

SÉTIMA PALAVRA DE JESUS: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!
"O texto para a mensagem de hoje está no evangelho de São Lucas 23, a partir do verso 44: "Já era quase a hora sexta e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. E rasgou-se pelo meio o véu do santuário. Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou." (S. Lucas 23:44 a 46).

Estas são as últimas palavras de Jesus. Sua missão está chegando ao fim. Suas últimas palavras são: "Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito."
Dizem que as pessoas geralmente morrem do jeito que vivem. A vida de Cristo foi uma vida de entrega, de dependência e de submissão. E é justamente isso que faz antes de morrer. "Pai - ele diz - Nas Tuas mãos entrego o meu espírito".
Sua vida vitoriosa, Seus atos vitoriosos, tudo, foi um resultado de uma vida de dependência do poder de Seu Pai. Que diferença da vida de auto-suficiência que às vezes nós vivemos!
Ouvi a história de alguém que nasceu pobre e fez uma grande fortuna vendendo sanduíches de presunto. Ele começou vendendo pão com presunto na rua, depois, comprou uma carrinho pequeno, e assim foi comprando outro e mais outro carrinho, até conseguir uma lanchonete, que teve sua filial, etc. Finalmente, quando morreu, tinha mais de cem lanchonetes. Fez-se milionário vendendo pão com presunto. Mas um dia entrou em coma e na hora da morte, suas últimas palavras foram:
- Por favor, cortem o presunto bem fino.
A vida toda desse homem girou em torno do presunto; e finalmente morreu pensando no presunto. A vida de Jesus foi completamente diferente. Sua vida foi sempre uma vida de entrega e morreu do jeito que viveu. Queira Deus que quando chegarmos ao fim de nossa existência, as nossas palavras revelem o que foi a nossa vida.

PR. ALEJANDRO BULLÓN

 

AS SETE PALAVRAS DE JESUS NA CRUZ
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